O pequeno Nathanael, de apenas 7 anos, retornou para casa após um período de internação que a família descreve como uma batalha pela vida. Vítima de um atropelamento gravíssimo na área urbana de Catanduva em dezembro de 2025, a criança agora enfrenta uma nova rotina marcada pelo uso de cadeira de rodas e pela incerteza sobre sua mobilidade futura.

O acidente, que chocou a comunidade local, foi marcado pela brutalidade e pela omissão de socorro. Segundo relatos de testemunhas e da própria família, o condutor do veículo não apenas deixou de prestar auxílio, como teria ignorado alertas de que a criança estava sob o carro. "Ele atropelou e saiu. Passou com a roda traseira por cima dele para conseguir fugir", relatou um dos apresentadores da Record Rio Preto com base em depoimentos do local.

O quadro clínico e a luta pela vida

O estado de Nathanael ao dar entrada no hospital era crítico. A mãe, Jussara, detalhou que o filho sofreu três paradas cardiorrespiratórias e um traumatismo craniano severo. "Meu filho está com duas manchas na cabeça que o médico falou que não pode passar nervoso. Se estourar, ele entra a óbito", desabafou emocionada. Recentemente, o menino passou por uma cirurgia de enxerto na cabeça devido à gravidade das lesões.

Atualmente, a expectativa médica gira em torno da recuperação neurológica e motora. A família aguarda exames específicos que podem indicar se Nathanael recuperará a sensibilidade e o movimento das pernas.

Indignação com a impunidade

Além da dor física e dos custos elevados com medicamentos e cuidados especiais, a família manifesta profunda indignação com o andamento jurídico do caso. O motorista apresentou-se à delegacia três horas após o atropelamento, onde foi arbitrada uma fiança no valor de R$ 1.500,00. Após o pagamento, o homem foi liberado para responder ao processo em liberdade.

"Quanto vale a vida do meu filho? R$ 1.500?", questiona a mãe, que afirma não ter recebido qualquer amparo ou contato por parte do atropelador. Imagens de câmeras de segurança do local teriam desmentido a versão de que houve ameaça de tumulto, mostrando que o motorista fugiu enquanto a criança estava estendida no chão sob os cuidados de pessoas desesperadas.

A família segue cobrando um posicionamento mais incisivo da Polícia Civil sobre os próximos passos da investigação, buscando que o caso não seja tratado apenas como um acidente comum, mas como um crime de omissão de socorro e lesão corporal grave.

Veja a reportagem completa abaixo:

Fonte: Record Rio Preto

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