O jovem de 22 anos que teve o braço prensado no brinquedo de um parque de diversões de Catanduva (SP) relembrou o momento do acidente. Vinicius Vailão Meneghetti contou ao g1 que pensou que havia sofrido uma fratura, já que não conseguia mexê-lo.

O jovem lembrou que, para acessar o brinquedo, ele e a namorada, Mariana Eduarda Fagundes, precisaram passar por uma plataforma que se movia sozinha. Assim que se sentou no aparelho, Vinicius conta que apoiou o braço para segurar no suporte.

Depois de dois minutos, com o brinquedo já em movimento, o jovem contou que ele e a namorada tiveram o braço prensado pela plataforma e empurrado para trás.

“Foi pior, porque na hora que puxei meu braço, não tinha sangue, mas ele não levantava, ele estava mole. Não tinha força para erguer o braço. Na hora pensei que tinha quebrado, mas ele saiu do lugar. Não vou mais conseguir ir nesse brinquedo, agora estou receoso”, conta Vinicius.

O casal foi encaminhado ao Hospital Padre Albino, onde Vinícius precisou imobilizar o braço, após deslocar o ombro, e Maria Eduarda passou por uma cirurgia ortopédica. Ambos ficaram internados e receberam alta médica nesta quarta-feira (3).

Em nota, a prefeitura disse que a empresa apresentou as documentações necessárias para a emissão do alvará de licença para o funcionamento, expedido no dia 14 de março. Já o parque informou que, na ocasião, mobilizaram as equipes de primeiros socorros e colaboram com as investigações.

Investigação

À TV TEM, o delegado responsável pelo caso, Hélvio Bonzani, disse que investiga se houve negligência no funcionamento do parque, na manutenção dos aparelhos e se os usuários que estavam na plataforma foram informados dos procedimentos de segurança.

Uma testemunha, que preferiu não ser identificada, disse à reportagem que estava no local e que, momentos antes do acidente, o marido dela viu quando uma peça se soltou do brinquedo. Contudo, segundo ela, as operações não foram paralisadas.

A perícia foi acionada e as vítimas serão ouvidas pela Polícia Civil e passarão por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Um boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal culposa - quando não há intenção de matar.

Foto: Reprodução/Facebook

Fonte: Desirèe Assis, g1 Rio Preto e Araçatuba 

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