Com o objetivo de promover a conscientização sobre sustentabilidade diante dos desafios ambientais e sociais, estudantes do 5º ano do Colégio Santa Marcelina  Rio de Janeiro realizaram o projeto amplo de iniciativas alinhadas à preservação ambiental, denominado “Seja um beija-flor: cada gota importa”. Como parte da proposta, a unidade recebeu um sistema de captação de água da chuva, as placas solares foram reativadas e uma campanha de recolhimento de resíduos especiais foi criada. A iniciativa também levou os estudantes a desenvolverem um protótipo que integra todas essas soluções, aplicando na prática os conhecimentos adquiridos.

O projeto estimulou a reflexão sobre o papel de cada indivíduo na construção de um futuro melhor, além de fortalecer as competências cognitivas e socioemocionais, como cooperação, protagonismo, cidadania e consciência ambiental, alinhados à proposta de formação integral da Rede Santa Marcelina.

A iniciativa foi conduzida pelas professoras do Colégio Santa Marcelina Rio de Janeiro, Ana Claudia Andrade e Erika Antunes, que apoiaram a turma em todas as etapas do trabalho. “Esse projeto reforça a importância do aprender fazendo, o que está alinhado ao nosso objetivo de formação integral e à nossa missão educativa, com a qual o estudante compreende o seu papel como agente de transformação”, comenta Ana.

Para colocar o projeto em prática, os estudantes foram incentivados, ao longo do ano letivo, a utilizarem práticas sustentáveis alinhadas a recursos tecnológicos, como pesquisas, produções audiovisuais, campanhas educativas e prototipagem, vivenciando diferentes maneiras de aprender e se expressar. O objetivo foi demonstrar que pequenas ações podem gerar impactos positivos significativos no meio ambiente e na sociedade.

Processo investigativo, diagnóstico e soluções

A metologia investigativa estimulou os estudantes a observarem a rotina da escola, identificarem problemas e proporem soluções viáveis. Entre os pontos levantados durante o diagnóstico inicial, destacaram-se o desperdício de água, a ausência de lixeiras para coleta seletiva e a inatividade dos sistemas solares.

Segundo a professora, a experiência proporcionou a todos uma vivência ativa em práticas e educação ambiental, gerando reflexões e ações concretas voltadas para um futuro mais consciente. “O grupo realizou pesquisas, visitas técnicas e debates. As propostas resultaram em um protótipo funcional, que reuniu as principais soluções idealizadas, entre elas captação de água da chuva, reativação das placas solares e instalação de caixas de descarte para resíduos especiais”, comenta Erika.

Captação de água da chuva e energia solar reativa

Entre as ações do projeto, os estudantes desenvolveram, com o apoio da equipe gestora, um sistema de captação de água da chuva. A água coletada será utilizada em atividades como irrigação, limpeza de pátios e manutenção de áreas externas, contribuindo para a redução do consumo de água potável.

Outra frente importante foi a reativação das placas solares já existentes na unidade. Com a colaboração de uma empresa parceira, o sistema voltou a operar e permitirá a instalação de um totem para recarga de dispositivos eletrônicos, alimentado por energia solar, disponível para estudantes, colaboradores e familiares.

Conscientização sobre resíduos especiais

A partir da inquietação apresentada pelos estudantes, as professoras incentivaram que eles elaborassem uma campanha de conscientização e coleta de resíduos especiais, como lâmpadas de LED, pilhas, baterias e pequenos eletrônicos. Os estudantes produziram vídeos educativos, circularam pelos setores da escola para mobilizar colegas e apresentaram propostas à gestão. Como resultado, foi firmada uma parceria com a empresa Recicla RJ, que passou a realizar a coleta periódica dos resíduos sem custos para a escola.

Para a Erika, a mobilização da comunidade escolar, o alinhamento entre diferentes áreas do conhecimento e a superação de limitações técnicas e de recursos estiveram entre os principais desafios da iniciativa. “Os obstáculos contribuíram para aprimorar o processo de aprendizagem e fortalecer o engajamento dos estudantes. A experiência demonstrou que pequenas ações podem gerar grandes impactos, e observamos que eles passaram a agir com mais consciência percebendo que suas decisões podem transformar o ambiente em que vivem”, afirma a professora.

Com os resultados alcançados, o Colégio planeja expandir algumas das práticas para a comunidade do entorno e para comerciantes locais, transformando a unidade em um ponto de descarte seguro de resíduos especiais. A equipe também avalia a ampliação do uso de energia solar para outros espaços da instituição no próximo ano.

Segundo Ana, as ações do projeto também estimularam os estudantes a compartilharem práticas sustentáveis adotadas em casa, como hortas, economia de água e reciclagem doméstica, ampliando o alcance da iniciativa. “Ao incentivar pequenas mudanças de hábito, o projeto amplia seu alcance social e reforça a importância da sustentabilidade ambiental compartilhada, mostrando que ações simples podem gerar transformações significativas no dia a dia”, comenta a educadora.

O Santa Marcelina avalia que o modelo desenvolvido pode ser adaptado e implementado em outras unidades, respeitando suas especificidades estruturais e pedagógicas. A manutenção das soluções instaladas continuará sob acompanhamento de estudantes, professores e equipe gestora, garantindo a continuidade das ações.

Sobre o Santa Marcelina

O Instituto Internacional das Irmãs de Santa Marcelina foi fundado em 1838 por Monsenhor Luigi Biraghi, com o auxílio de Marina Videmari, em Milão, na Itália. Dedicada à educação, à saúde e à assistência social, a Congregação difundiu-se globalmente a partir da instituição de colégios, hospitais e obras sociais. 

Atualmente, presente em 8 países, espalhados por 3 continentes, e em 17 municípios e 9 estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Tocantins, o Instituto segue com a missão de levar adiante, com empenho e entusiasmo, a educação, a formação, a cura e a construção do ser humano íntegro e da sociedade. Tudo isso alinhado a uma metodologia inovadora de aprendizagem, que, por sua vez, está alinhada às principais tendências do mercado educacional.

Fonte: EPR Comunicação

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