Pelo menos 45% dos donos de pequenos negócios do Estado de São Paulo afirmam que vão tomar alguma ação para tentar diminuir os prejuízos com o aumento das restrições em todas as regiões paulistas para conter o avanço do coronavírus. Desde o dia 6 de março, todo o Estado está na fase vermelha do Plano São Paulo, em que só podem funcionar atividades essenciais.

Entre as ações citadas pelos empreendedores estão: intensificar a higiene do ambiente de trabalho (50%), reduzir a mão de obra (40%), reduzir o estoque (29%), suspender as atividades (28%), home office (28%), demitir os funcionários (27%), intensificar ou implementar entregas (25%). Os que ainda não sabem se vão tomar alguma ação são 48% do total; já 7% dizem que não pretender agir.

Os números são da pesquisa "Os pequenos negócios e o coronavírus - Fase vermelha", realizada pelo Sebrae-SP e divulgada hoje. Foram ouvidos 1.000 donos de micro e pequenas empresas (MPEs), incluindo Microempreendedores Individuais (MEIs), entre os dias 5 a 8 de março.

A pesquisa também questionou os empreendedores a respeito das ações no meio digital para compensar o período de portas fechadas. Enquanto 23% responderam que vão intensificar o volume de vendas pela internet e 19% afirmaram que vão iniciar as vendas por esse meio, 39% disseram que não é possível vender pela internet na área de atuação em que estão e 20% declararam que não estão preparados para vender online.

"Alguns obstáculos que identificamos há cerca de um ano, no início da pandemia, ainda persistem, como a falta de preparação para vender pela internet. Em vista disso, temos intensificado nossos esforços para levar capacitação aos empreendedores neste novo período de restrições", diz o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Wilson Poit. A principal ação no momento é o "Movimento Juntos com Você", uma maratona de lives e cursos voltados para os negócios online. O evento, que vai até o dia 16, é gratuito e pode ser acessado aqui: https://sebrae.contatosebraesp.com.br/juntoscomvoce

Os efeitos da pandemia ao longo do último ano continuam a ter impacto nas finanças dos empreendedores. A pesquisa mostra que, para 34%, está difícil se manter no mercado, enquanto que 33% declaram que não sabem o que vai acontecer - por outro lado, 29% dizem que aprenderam novas formas de atuar na crise. Como soluções imediatas para ajudar os pequenos negócios no atual momento, os empreendedores propõem: isenção de alguns impostos por tempo determinado (24%), empréstimos facilitados (19%) e novos pagamentos de auxílio emergencial 13%). De acordo com o levantamento, 57% dos empresários têm dívidas no momento.

Opinião sobre as restrições

Em relação às restrições impostas pelo governo do Estado para conter a pandemia, a opinião dos empreendedores tende para a discordância: aqueles que discordam totalmente e discordam parcialmente somam 52%; já os que concordam totalmente ou parcialmente somam 44% - os que não sabem são 4%.

Analisando os números mais detalhadamente, as mulheres (47%) concordam mais que os homens (41%); a maior concordância está entre os empreendedores da Região Metropolitana de São Paulo (51%) e as maiores discordâncias estão entre os empreendedores do setor de comércio (57%) e os donos de Empresas de Pequeno Porte (60%).

Fonte: Assessoria Sebrae-SP

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