Com o objetivo de identificar com precisão o perfil socioeconômico do brasileiro, a QuiteJá, plataforma de negociação de dívidas, realizou a pesquisa "Qual o Perfil do Endividado". O estudo foi realizado no mês de setembro com cerca de 3.000 usuários e apresenta um panorama com informações como idade, sexo, renda e localização.

De acordo com o levantamento - que aconteceu entre os dias 3 e 11 de setembro e contou com uma amostra de cerca de três mil usuários da plataforma, entre 18 e 60 anos de idade, de todos os estados brasileiros -, 47,7% dos brasileiros possuem dívidas entre R﹩ 1.000,00 e R﹩ 5.000,00. Destes, 24,7% têm entre 25 a 54 anos e 34,8% possuem idade de 35 a 44. Outro dado levantado pela pesquisa é que 81,4% dos respondentes possuem renda mensal entre R﹩ 1.000 e R﹩ 3.000.

Durante os primeiros seis meses de enfrentamento da pandemia no Brasil, 61% dos participantes aproveitaram o momento para renegociar dívidas, já 28,7% não realizaram nenhum tipo de negociação e 9,9% afirmaram que não sabiam ser possível.

Segundo o CEO da plataforma, Luiz Henrique Garcia, o estudo mostra que mesmo com o atual cenário, o momento pode ser o ideal para negociar dívidas passadas. "Praticamente, todos os bancos ou redes varejistas estão com excelentes opções e ofertas de desconto, prazos para pagamento e taxas de juros favoráveis. Portanto, se o cliente possui hoje condição de negociação, o ideal é não perder tempo e correr para aproveitar, pois, é uma ótima oportunidade de negociar dívidas e, assim, fugir do vermelho e manter o nome limpo na praça", afirma o executivo.

O estudo mostra ainda que entre as mulheres, 54% possuem dívidas. Outro ponto é que entre o gênero feminino, 57% são mulheres que possuem uma dívida e têm uma renda de até R﹩ 3.000,00.

Quando questionados sobre qual o principal vilão das dívidas, os respondentes da pesquisa consideraram o cartão de crédito (35,2%) como o principal entrave. A diminuição de renda (25,4%), os juros de empréstimos (18,2%) e o cheque especial (4,7%) aparecem na sequência. Financiamento de automóvel (3,8%), outros (3,1%) e dívidas com enfermidade (3%) foram outros itens citados. Em relação a possuir reserva de emergência, 89% afirmam não possuir qualquer tipo de valor guardado.

"O nosso objetivo com essa pesquisa é entender como o brasileiro tem lidado com suas finanças durante este momento de pandemia. Analisando os resultados, vimos que uma parte da população tem colocado a mão no freio e não realizado compras por impulso. O estudo apresenta ainda informações que mostram como o brasileiro tem começado a identificar as suas dívidas, saber os principais detalhes como o volume e reconhecer do que se trata esse débito", finaliza o executivo.

Fonte: Fala Criativa

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