Com o acúmulo de contas de início de ano pressionando o orçamento, decidir como pagar o IPVA e IPTU é essencial para que os impostos do começo de ano não sejam a porta de entrada para o cheque especial. Para auxiliar o trabalhador neste momento, a Gooroo Crédito mapeou cinco estratégias práticas para quitar os tributos fugindo dos juros abusivos do rotativo.

Enquanto o debate na mídia se concentra em "pagar à vista ou parcelar" sob a ótica de investimentos, a realidade da maioria das famílias é a falta de liquidez imediata. Segundo a fintech, o cenário se agrava com as despesas de volta às aulas e a proximidade do retorno das férias e a chegada do Carnaval, criando uma tempestade perfeita.

Para Rodolfo Takahashi, CEO da Gooroo, uma das possibilidades a ser considerada é avaliar de forma sincera a situação financeira atual e quais as oportunidades de pagamento existentes. "O maior erro do brasileiro é tratar o IPVA e o IPTU como despesas surpresa, quando na verdade elas deveriam ser diluídas no planejamento anual. Quando o susto acontece em janeiro, a decisão tomada no calor do momento costuma custar caro. Por isso é importante fazer as contas e entender o que cabe dentro de cada realidade", explica Rodolfo Takahashi, CEO da Gooroo.

Abaixo, ele lista 5 orientações práticas para organizar o orçamento e decidir qual a melhor forma de pagamento para cada perfil:

  1. Mapeie o "Custo do Erro":

Antes de pagar coloque na ponta do lápis quanto custa não ter esse dinheiro agora. Se pagar o IPVA à vista vai te deixar sem dinheiro para ir ao supermercado ou te forçar a entrar no cheque especial, então não é a melhor escolha.

O desconto do governo (geralmente entre 3% e 9%) nunca compensa os juros do cheque especial, que podem passar de 8% ao mês. Segundo Takahashi, o erro mais comum não está na escolha em si, mas em não avaliar o impacto no fluxo de caixa dos meses seguintes.

"A melhor escolha é aquela que preserva a estabilidade financeira ao longo do ano, porque o que realmente pesa não é apenas o imposto, mas o desequilíbrio que ele pode gerar no orçamento", comenta.

  1. Identifique seu "Perfil de Pagador":

Não existe regra única, a decisão depende do seu fluxo de caixa atual:

  1. O Poupador: Tem reserva de emergência e o desconto do estado é superior ao rendimento da Poupança/CDB, ou seja, é aproximadamente de 0,9% ao mês? É melhor pagar à vista.
  2. O Apertado: Não tem reserva, mas o salário cobre as parcelas mensais? A dica é parcelar pelo governo, mesmo sem desconto, é juro zero.
  3. O Endividado: Já está no vermelho ou o parcelamento do governo vai comprometer mais de 30% da renda? É melhor buscar uma Terceira Via.

 

  1. A "Terceira Via" - Troca de dívida inteligente:

Se não há dinheiro à vista e o parcelamento pesa demais, buscar um crédito com juros baixo pode ser a saída. Modalidades como o Crédito do Trabalhador possuem taxas drasticamente mais baixas do que o rotativo do cartão.

"Nesse cenário, o trabalhador pega o crédito barato, paga o imposto à vista, garantindo o desconto que abate parte dos juros do empréstimo, e fica com uma parcela suave descontada em folha, sem comprometer a renda mensal de fevereiro", pontua Takahashi.

  1. Transforme o imposto em "Assinatura Mensal":

Para não sofrer novamente em 2027, a dica é somar o valor total pago em IPVA e IPTU neste ano, dividir por 12 e começar a guardar esse valor mensalmente já em março.

O importante é tratar o imposto como uma "assinatura" ou conta fixa como a luz ou internet. O CEO alerta que impostos como IPVA e IPTU são previsíveis e acontecem todo ano, mas não são mentalmente tratados como uma conta mensal, ficando fora do orçamento recorrente até virarem um problema. Para ele, quando a renda é apertada, o foco vira sobreviver ao presente e não planejar o próximo trimestre.

  1. Priorize as dívidas mais caras:

Se o orçamento de fevereiro colapsou e você precisa escolher o que pagar, a regra de ouro da organização financeira é: pague primeiro o que tem os juros mais altos, cartão de crédito e cheque especial. O IPVA e o IPTU, se atrasados, geram multas e juros, mas eles são consideravelmente menores do que a bola de neve das dívidas bancárias tradicionais.

Sobre a Gooroo Crédito

A Gooroo Crédito é uma fintech especializada em Crédito do Trabalhador fundada em 2021. Oferecendo soluções financeiras que aliam tecnologia, segurança e eficiência, a empresa atua com foco na democratização do acesso ao crédito, incluindo os negativados, para entregar uma experiência ágil, descomplicada e transparente aos seus clientes. Com uma equipe de liderança experiente nos setores financeiro e tecnológico, a Gooroo Crédito se consolida como referência no segmento, impulsionando a transformação da vida financeira das pessoas por meio do crédito do trabalhador.

Fonte: VCRP

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